Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010

5 da manhã

A cabeça a rebentar

Não consigo dormir

Não consigo pensar

 

As horas que não passam

O sono que não vem

Sentimentos que me trespassam

Pensando em alguém

 

O DIA QUE NÃO CHEGA

QUE TARDA EM CHEGAR

O DIA QUE NÃO CHEGA

QUE TARDA EM CHEGAR

 

Noite sombria

Sem brilho algum

Eterna melancolia

Em lugar nenhum

 

O DIA QUE NÃO CHEGA

QUE TARDA EM CHEGAR

O DIA QUE NÃO CHEGA

QUE TARDA EM CHEGAR

 

Uma espera, desesperada

Para que nasça o dia

Noite finada

Explosão de alegria

 

O DIA QUE NÃO CHEGA

QUE TARDA EM CHEGAR

O DIA QUE NÃO CHEGA

QUE TARDA EM CHEGAR



publicado por pseudo-poeta às 22:16 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

É noite…

 

Me vejo novamente

Naquele pensamento

Sórdido e incoerente

Trilhado no cimento

De que é feito minha mente

 

Há pouco tempo me perguntei

Porque teimo em assim estar

Mas a resposta que procurei

Não consegui encontrar

 

Queria usar frases feitas

Para me expressar

Mas eram estreitas

Para quantificar

 

Esta demência

Esta loucura

Esta impaciência

Esta tortura

 

E as palavras repetidas

Que teimo em escrever

São ideias escondidas

Dentro deste meu ser

 

E tu minha perdição

Fonte de todo o bem

E de toda a razão

A ti, mais ninguém

 

Dedico o pouco que existe em mim

Me declaro na esperança que tudo isto tenha fim…



publicado por pseudo-poeta às 23:18 | link do post | comentar

Se bem-vinda novamente

Ó fiel companheira

Sempre presente

Na minha vida inteira

 

Tu que não me falhas

Tu que não me desiludes

Tu que não me baralhas

E não me iludes

 

Estranhei por uns dias não te ver…

No fundo sabia que voltarias a aparecer

 

És real, sincera

Sentida, e singular

Mas quem me dera

Não ter de te abraçar

 

Naquele abraço profundo

Com que me tentas sufocar

E vou odiando o mundo

Que geras para me afundar

 

Cresces dentro de mim

Sem qualquer travão

Provocando o meu fim

E a minha rendição

 

Sim tu…

 

Única e verdadeira…

Ó fiel companheira…

Companhia da minha vida inteira…



publicado por pseudo-poeta às 23:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

O que vês não é real

É uma farsa, uma fachada

Ilusão monumental

Um imenso nada

 

Caras pintadas

Que escondem a idade

Vidas condenadas

A não ver a verdade

O pobre que se faz de rico

O feio que se faz de bonito

E eu? Eu aqui me fico…

Pensando no que outros tem dito

 

E as verdades mentirosas

Que me tentam impingir

São palavras venosas

Que eu não quero ouvir

São verdades fabricadas

Em pró de alguém

Que vende fachadas

E terrenos no alem

 

Me tentam enganar

Me tentam confundir

Me tentam levar

Para onde não quero ir.



publicado por pseudo-poeta às 23:05 | link do post | comentar

O teimoso rochedo

Que aos anos enfrenta o mar

Sem receio, ou medo

Se deixa fustigar

 

Sua persistência

Me fez reflectir

Sobre a existência

Sobre o que há-de vir

 

Será possível tudo combater?

Será possível a tudo resistir?

Será possível nada temer?

Sem nunca fugir?

 

Tal como o rochedo

E a sua persistência

Gostava de não ter medo

Desta experiencia

 

Que alguns chamam vida!

Outros sofrimento

Um beco sem saída

Um eterno lamento

 

Tal como o teimoso rochedo

Que aos anos enfrenta o mar

E sem receio ou medo

Se deixa fustigar



publicado por pseudo-poeta às 22:47 | link do post | comentar

Tenho medo da morte

Tenho medo da vida

Tenho medo da sorte

Tenho medo… tenho medo…

 

Tenho medo da realidade

Tenho medo do sonho

Tenho medo da verdade

Tenho medo… tenho medo…

 

Tenho medo da tua ausência

Tenho medo da tua presença

Tenho medo da inconsciência

Tenho medo… tenho medo…

 

Tenho medo da lua

Tenho medo do sol

Tenho medo do dia que amua

Tenho medo… tenho medo…

 

Tenho medo de falhar

Tenho medo de conseguir

Tenho medo de alcançar

Tenho medo… tenho medo…

 

Tenho medo, de nada temer…



publicado por pseudo-poeta às 22:32 | link do post | comentar

Recordo aqueles dias

De selvajaria

Longe das monotonias

Dias de alegria

 

Num sítio perdido

Naquele local esquecido

Momento vivido

 

O pó, não era sujidade

A água não trazia limpeza

Esquecemos a sociedade

Perdidos na natureza

 

Um luar cintilante

Iluminava a escuridão

Aquela música aberrante

Toldava a razão

 

Rodeando fogueiras

Noites bem passadas

Ganzas, bebedeiras

Conversas animadas

 

Num sítio perdido

Naquele local esquecido

Momento vivido

 

A estrada sinuosa

Que ao paraíso nos fez ir…

Hora criminosa

Aquela de partir

 

Ficam memórias …

E recordações …

Umas quantas histórias…

Até sobre embarcações

 

Num sítio perdido

Naquele local esquecido

Momento vivido

 

DEDICADO: Aos "selvagens" a quem isto possa dizer alguma coisa.



publicado por pseudo-poeta às 22:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Estúpida e maléfica

Esta hora

Que nem ao mal é benéfica

Aquela, em que te vais embora

 

Demoníaco, doloroso

Este momento

Em que cresce o horroroso

Lamento

De te ver sair

 

Ó maldita hora

Ó maldita hora

 

Caio inanimado

Derrubado pela tristeza

Desconsolado…

Sem tua beleza

 

Me afundo

Na embriaguez do pensamento

Rastejo, no fundo

Deste tormento

E já desiste de mim o mundo

Que nestes dias afugento

E ó meu amor profundo

É tão grande o sofrimento...



publicado por pseudo-poeta às 01:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Por estes dias…

O mundo pareceu

Um lugar magnífico

 

Onde tudo fazia sentido

Onde não havia sono ou fome

Onde deixei de estar perdido

E a tristeza não me consome

 

Por estes dias…

Em que te tive por perto

Esquecia agonias

E tudo pareceu tão certo

 

Por estes dias…

Em que te vi diariamente

Sou todo folias

E aspecto sorridente

 

Mas, agora…

Nestes dias

Em que estas ausente

Se foderam as alegrias

E eu eternamente descontente.



publicado por pseudo-poeta às 00:42 | link do post | comentar

Esta dor que eu carrego

Ou que me carrega a mim

Este sentimento prego

Que se espeta dentro de mim

 

Este devaneio

Este desejo sem fim

Este querer sem arreio

O tanto te querer assim

 

Mas nada é como eu quero

O sonho não é real

 

E neste momento

Corpo carbonizado

Eterno lamento

Não te ter a meu lado

 

Este vulcão

Preste a explodir

Esta emoção

Que não consigo reprimir

 

Tudo isto

Toda esta desilusão

Num pensamento misto

De tristeza e solidão.



publicado por pseudo-poeta às 00:31 | link do post | comentar

No meio de milhões

Me sinto tão só

Estranhas emoções

Que metem dó

 

Mas vens tu…

 

E o mundo se altera

Tudo fica mudado

O que a tua imagem gera

Deixa tudo transformado

 

O escuro

Fica iluminado

O eterno muro

Cai derrubado

 

O mal

Se transforma em bem

O irreal

Real é no sonho de alguém

 

Não no meu…

Talvez num, de outro alguém

 

E vais…

Tudo volta ao normal

Quando sais

De novo o estúpido banal



publicado por pseudo-poeta às 00:19 | link do post | comentar

Domingo, 3 de Outubro de 2010

Já tanto pensei em ti…

Já tanto sonhei sobre ti…

 

E por mais que pense

Continuo a pensar

E por mais que sonhe

Continuo a sonhar

 

Este sentimento calado

Loucura demente

Sonho frustrado

Carregado na mente

Peso, pesado

O desta corrente

 

Diante do meu ser

Sentada á minha frente

Me completo ao te ver

Naquela noite quente

 

Não acredito no perfeito

Nem na felicidade

Mas dentro do meu peito

Juro! Jorrou tranquilidade

 

O que eu queria inacabável

Rápido acabou

Só tua voz amável

Em mim ficou

 

Como mais combustível

Que ateia a fogueira

O fogo terrível

Desta cegueira

 

Queria ler-te sentença

Julgar-te como culpada

Mas só com a tua presença

A dor é acalmada

 

O teu maior crime, a perfeição

Que me esgota a cabeça

E me rasga o coração.



publicado por pseudo-poeta às 23:38 | link do post | comentar

Sábado, 2 de Outubro de 2010

Quem sois vós?

Ó estranhos seres

 

Que gostais de mentir

De enganar

Que gostais de rir

De ludibriar

Que gostais de fingir

De camuflar

Que gostais de iludir

De maniatar

 

Não vos compreendo

Por mais que vá tentando

Não vos entendo

Mesmo nisso pensando

 

Quem sois vós?

Ó estranhos seres



publicado por pseudo-poeta às 16:22 | link do post | comentar

Porque penso?

Porque penso naquilo?

Porque penso nisto?

Porque penso em pensar?

 

Dou comigo a pensar

Sobre tudo e sobre nada

A tentar explicar

Esta vida irada

 

Gostava de não pensar

De não ter consciência

Nunca questionar

A própria existência

 

O que eu queria ser

Era o estúpido feliz

Não questionar, não perceber

A minha matriz

 

Viver alienado

Estar contente

Conformado

Sorridente

Com o nada que me é dado

 

Porem, voltando a pensar

Prefiro ser assim

Tudo questionar

Faz parte de mim

PENSAR... 



publicado por pseudo-poeta às 15:59 | link do post | comentar

A esfera gigante

Que pelo universo vagueia

Num balançar errante

Como o de quem cambaleia

 

Sem a sitio algum,rumar

Sem destino,objectivo

Se perde,em nenhum lugar

O quanto relativo

É este divagar

 

Estará perdido?

Desencontrado?

Incompreendido?

Descontrolado?

Rendido...?

Ao triste fado...?

 



publicado por pseudo-poeta às 15:56 | link do post | comentar

Muros que me cercam

Me envolvem em solidão

Momentos que marcam

Na estúpida desilusão

 

Vida vaga, sem rumo

Poucas ambições

Se dissolvem no fumo

Espesso das ilusões

 

TENTEI PEDIR AJUDA

ENCONTRAR UMA SAÍDA

PARA ESTA DOR AGUDA

PARA A PUTA DA VIDA

 

Tentei lutar, combater

Mas o corpo ferido

Acabou por ceder

Me vi perdido

Sem nada poder fazer

Fiquei para ali fodido

Á espera do que vá acontecer

 

TENTEI PEDIR AJUDA

ENCONTRAR UMA SAÍDA

PARA ESTA DOR AGUDA

PARA A PUTA DA VIDA

 

Tempestade mental

Que me fustiga

Comportamento animal

Que me mastiga

E este outro ser

Que habita em mim

Me faz esmorecer

Me faz ser assim

 

TENTEI PEDIR AJUDA

ENCONTRAR UMA SAÍDA

PARA ESTA DOR AGUDA

PARA A PUTA DA VIDA

 

Conto inacabado 

Uma historia de desencantar

A do eterno inconformado

Que me faz delirar

Deste ser revoltado

Que quer rebentar

Para sempre fechado

Não se pode mostrar

 

TENTEI PEDIR AJUDA

ENCONTRAR UMA SAÍDA

PARA ESTA DOR AGUDA

PARA A PUTA DA VIDA



publicado por pseudo-poeta às 15:39 | link do post | comentar

Tanto por fazer

E nada tenho feito

O ambicionar ser

Neste sonho desfeito

 

Na espera do futuro

Me limitei a esperar

Tão grande muro

Não,consigo passar

 

Ideias brilhantes

Também as queria ter

Desilusoes constantes

Arrasam este ser

 

Tanto por fazer

E nada tenho feito

O ambicionar ser

Neste sonho desfeito

 

Inerte,parado

Me rendo

Ao futuro ao passado

Aqui me prendo...

 

Tanto por fazer

E nada tenho feito

O ambicionar ser

Neste sonho desfeito



publicado por pseudo-poeta às 15:37 | link do post | comentar

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