Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Atirado para a rua,

Sozinho no mundo,

Uma alma, nua

Perdido profundo

Uiva á lua.

 

Desencontrado,

Teima em vaguear

Nunca lembrado,

Por quem o vê passar.

 

Desesperado,

Por alguém o encontrar,

Segue cansado

Na busca de um lugar.

 

Corpo ferido

Vida faminta,

O cão perdido

A morte finta.

 

Numa noite qualquer.

Já sem esperar,

Numa mão de mulher

Esperança foi encontrar…



publicado por pseudo-poeta às 23:34 | link do post | comentar

Antes de ti…

Da tua existência

Vivia por aqui…

 

Não estando vivo,

Era um coma, induzido,

Um não viver relativo

Um viver sem sentido

 

Renasci…

Naquele dia,

Em que te conheci.

 

Todas as minhas estúpidas,

E complexas visões

Deixaram de ter sentido

Caiu. Meu mundo aos trambolhões,

E senti-me renascido

 

Foste tu, a causadora,

Desta revolução,

Instigadora.

Do bater do meu coração.

 

Meu doce renascer,

Minha querida adrenalina

Sonho do meu ser.

Que, meu mundo fascina.

 

Só, o em ti pensar

Provoca em mim um sorriso.

Só, o contigo estar

Me consome o juízo.

 

Mesmo sendo isto, ilusão

Um sonho, por mim criado

Te mostro minha gratidão

Pelo meu mundo teres mudado.



publicado por pseudo-poeta às 23:11 | link do post | comentar

Não será hora de te ver lutar?

Esquecer os outros, o mundo e avançar?

 

O mundo é teu

 

Não será tempo de te revoltares?

Ignorar os de mais e mudares?

 

O mundo é teu

 

Tens o brilho de Afrodite

A esperança que ela transmite

 

O mundo é teu

 

Que tua inteligência

Seja a tua resistência

 

O mundo é teu

 

Que tua perfeição

A tudo traga a razão

 

O mundo é teu

 

Que tua magia

Seja o fim de toda a agonia

 

O mundo é teu

 

O mundo é teu

Ninguém te o pode negar

O mundo é teu

Só tens de o abraçar.



publicado por pseudo-poeta às 22:43 | link do post | comentar

Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

Tenho a mania de sofrer

E o porque, não consigo entender

Tudo me parece estar tão mal

É um defeito pessoal

 

Ó dor minha

Que tanto dóis

Ó dor minha

Que me destróis

 

Esta dor incompreendida

Esta dor sem razão

Me leva de vencida

Me corrói o coração

 

Não sei de onde ela provém

Nem porque teima em me dominar

Mas é minha… e de mais ninguém

E não pensa em me largar

 

Mas esta dor que tanto dói

Este tremendo mal-estar

É a prensa que me mói

Mas acaba por me salvar

 

Sem ela penso…

Não conseguir viver

Sentimento denso

Companhia minha até morrer…



publicado por pseudo-poeta às 01:57 | link do post | comentar

Não há inspiração

Não tenho palavras

Não existe razão

 

Em dias normais, penso e consigo escrever

Sobre Ela, sobre o tudo e o nada, sobre o ser…

Mas hoje não, estou desinspirado

Tudo o que digo e escrevo está errado

 

Cheguei a este ponto, de escrever

De escrever, sobre a desinspiração

De ter vontade de escrever

Mas não me sair, nada não

 

Podia escrever novamente

Sobre sonhos e ambições

De uma forma comovente

Sobre a perda das ilusões

 

Sobre o divagar

Neste mundo

Sobre o amar

E o cair no fundo

 

Voltar a repetir

A minha falta de fé

Na podre humanidade

E cair

Cair de pé

Escrevendo a saudade

 

Porem hoje não, estou, desinspirado

Sem conseguir pensar

Meu cérebro sedado

Se recusa a trabalhar…



publicado por pseudo-poeta às 01:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

Deixo-me estar

Não quero ir

Não quero rir

Não quero chorar

 

Me mantenho, aqui, deitado

A pensar no que já foi pensado

Numa eterna suspensão

Que abraça minha podridão

 

O muro á minha frente

Tem mais dinâmica que eu

O comatoso inconsciente

Tem mais vontade que eu

 

Esta vontade minha…

Imensa, de nada fazer

Tão grande como a de quem caminha

Para o local onde vai perecer

 

Tenho em mim toda esta vontade

Que aqui me mantêm obstinado

Não passo de um cobarde

De um cadáver exumado…



publicado por pseudo-poeta às 00:30 | link do post | comentar

Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

Olho-te, falo-te temendo a tua reacção

Dirijo-te palavras, que caem em vão

Por ti… tudo era capaz de fazer

A alma era capaz de vender…

 

Mas em nada resultam minhas ambições

A nada me levam minhas ilusões

O doce nada que por ti me é dado

Me afunda, na depressão… caio derrubado

 

Era tão fácil, te poder culpar

Por todo este mal-estar

Mas seria injusto, e sem sentido

Pois sou eu que me dou por perdido

 

O doce nada que por ti me é dado…

É suficiente para me manter acordado

Foi o sonho, a que me agarrei…

A impossibilidade em que acreditei

 

E anseio por esse nada

Por esta ilusão, desatinada

Por tudo aquilo que eu criei

A utopia que inventei…

 

O doce nada, que por ti me, é dado

É o nada que me tem alimentado

É o nada que me tem enlouquecido

É o nada pelo qual ando perdido…



publicado por pseudo-poeta às 02:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Estou farto dos ignorantes

Estou farto dos incoerentes

Estou farto dos que se acham importantes

Estou farto dos que mentem com todos os dentes

 

Estou farto do dia mau

Estou farto do dia bom

Estou farto de todos os dias

 

Estou farto de tanto sonhar

Estou farto de nada alcançar

Estou farto de planear

Estou farto de nada realizar

 

Estou farto da mentira

Estou farto da verdade

Estou farto de quem tanto me tira

Estou farto da realidade

 

Estou farto de tudo…

 

De aqueles que nada são

E tudo pensam ser

De aqueles que nada dão

E tudo querem receber

 

Estou farto de chegar atrasado

Estou farto de chegar cedo

Estou farto de ser arrasado

Estou farto do enredo

 

Estou farto…

 

Estou farto de estar tão farto de tudo

Estou farto de manter mudo

Estou farto de todas as palavras de veludo

Estou farto de ser carrancudo

 

Estou farto… estou farto

 

Mas que fazer?

Mas como mudar?

Estou farto de perguntar…



publicado por pseudo-poeta às 01:56 | link do post | comentar

Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Os dias todos iguais

Vividos sempre da mesma maneira

Problemas banais

Dormem á tua cabeceira

 

Rotina, aquela bala assassina

Que o teu dia domina

 

A hora de acordar

Esta sempre marcada

A de deitar

Nunca é respeitada

 

Trabalho mecanizado

Vida programada

Tudo é errado

Tudo é nada

 

Rotina, aquela bala assassina

Que o teu dia domina

 

Soltas as amarras

E sais correndo

Em raras

Situações vais vivendo…

 

Rotina, aquela bala assassina

Que o teu dia domina



publicado por pseudo-poeta às 02:06 | link do post | comentar

A esta hora ao ver

Tudo endrominado

É fácil ter

A razão do meu lado

 

O que fui, não vou voltar a ser

Mesmo que ninguém me consiga entender

 

A fuga fácil

Que parecia ser solução

Se tornou difícil

Me fez perder a razão

 

Acções insensatas

Loucuras cometidas

Ilusões baratas

Em noites perdidas

 

Com o mundo ao contrario virado

Acordava no dia seguinte

Corpo ressacado

Aspecto de pedinte

 

O que fui, não vou voltar a ser

Mesmo que ninguém me consiga entender

 

Agora, neste momento

Com a cabeça no lugar

O sóbrio pensamento

De para trás não voltar.



publicado por pseudo-poeta às 01:50 | link do post | comentar

Aquilo em que penso

Aquilo que vivo

Faz-me ser tenso

E pouco emotivo

 

Sou o ser

Que não sonhei ser

Sou o que a vida me fez ser

Sou o que o mundo me fez ser

 

Sou o pequeno grão ávido por crescer

Sou o louco tornado, que tudo quer destruir

Sou o aluno devoto, que tudo quer saber

Sou o palhaço triste, que tudo quer fazer rir

 

Sou o tudo e o nada ao mesmo tempo

Sou a frustração e o lamento

Sou o louco fraco, sem tratamento

Sou o velho doente, sem testamento

 

Sou tudo isto e muito mais

Sou diferente dos que são iguais

Sou o que sou e isso não mudara jamais



publicado por pseudo-poeta às 01:05 | link do post | comentar

Subo e desço

Sem pensar

O que peço

Ninguém me vai dar

 

Escadaria

De pedra feita

Imóvel no mesmo lugar

Nunca rejeita

Quem a quer pisar

 

Escadaria

A vida que sonhamos

Não vamos ter

Nos lamentamos

Por ter de subir e descer

 

Escadaria

Num movimento persistente

Lutamos e batalhamos

Num acto recorrente

Em muros nos esbarramos

 

Escadaria

Porque nos obrigas a subir e descer?

Sabendo que no fundo fomos feitos para morrer…



publicado por pseudo-poeta às 01:01 | link do post | comentar

Deprimido é como me sinto

Um enorme vazio me enche a alma

Nas palavras que escrevo não minto

E nelas se perde a calma…

 

Pois digo com clareza:

- Sinto falta…

Com extrema certeza digo:

- Sinto falta…

 

Sinto falta do teu sorriso…

Do teu magnifico ser…

Sinto falta de te ver…

 

E esta, falta, é tão gigantesca

Tão grande, e grotesca.

Sinto falta…

 

Sinto falta dos teus pequenos defeitos

Que a mim me parecem tão perfeitos

Sinto falta da tua aura iluminada

Que preenche os meus olhos de forma imaculada

Sinto falta…

 

Sinto falta de toda a agitação

Que provocas em mim

Do aumento de pulsação…

Num raio que me atinge assim…

Sinto falta…

 

Sinto falta daquilo que não consigo exprimir

De estar contigo, do teu rir…

Que num sonho magnífico me faz cair

 

E desse sonho não quero acordar

Me prendo, me enredo

Sem vontade de voltar

Pois tenho medo…

De ao magnífico não voltar.

Sinto falta…

Sinto falta tua…



publicado por pseudo-poeta às 00:16 | link do post | comentar

mais sobre mim
Fevereiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28


posts recentes

HOJE É UM BOM DIA PARA ES...

O PÂNTANO

O MELHOR DE DOIS MALES

DESCULPEM A SINCERIDADE…

A SOMA DE TANTOS ZEROS

DE DIFÍCIL COMPREENSÃO

TRANSPLANTE CEREBRAL

CASTELOS DEVOLUTOS

O FUMO DAS CHAMINÉS

TRINDADE

A MINHA CABEÇA VS A PARED...

SOFÁ-CELA

BANALIDADE

PORTUGAL 1143-2012

IMPERFEIÇÕES

RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL

MÁSCARAS

INSIGNIFICANTE

A CULPA É DA CANETA

OBLATA

SE É ESTE O FADO, QUE POS...

TENTATIVA DE ANIQUILAÇÃO

FICAMOS SÓS

POEMA AO NADA

MORTE AOS ARTISTAS

OBJECTOS INANIMADOS

IMPOSSIBILIDADE UNIVERSAL

GANG-BANG (POEMA ECOLÓGIC...

DESMORONAMENTO

BESTA

O PALHAÇO

FALSO IDEAL

FAZ FRIO

OS OUTROS

ALMENDRA REVISITADA

POBRES MORTAIS

TENHO MEDO DE MIM

NARCÓTICO

CABISBAIXO

ANTES FOSSE UM PESADELO

INEVITAVELMENTE

1\4 DE 0

BASTA

THÁNATOS

COLISÃO FRONTAL

VEIO Á NOITE

QUE RUMO?

A IMPERATRIZ

UM DIA DEPOIS DE ONTEM

OBSERVANDO O PASSADO, O P...

arquivos

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

blogs SAPO
subscrever feeds