Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

Sinto que me perdi…

Algures, entre o princípio e o fim.

Entre o que sou…

E o que quis fazer de mim.

Decadência minha,

Letargia sem fim.

 

Sonhei muito, sonhei…

Mas nunca fui de realizar.

No fundo errei,

Em nunca sequer tentar.

 

Destinado a derrota.

A nunca me sentir realizado.

A minha vida morta.

O meu cérebro trincado.

 

As questões dos comuns,

Que para mim, não, fazem nenhum sentido

Valores de alguns…

Que me mantêm perpetuamente perdido.



publicado por pseudo-poeta às 08:50 | link do post | comentar

Queixo-me?

Tenho razões para me queixar.

Sou perseguido, por um destino,

Sempre pronto a nada me dar.

 

Um azar mesquinho,

Sempre pronto a me castigar.

Não sou coitadinho,

Mas isto é impossível de suportar.

 

Há quem se queixe da sorte e do azar.

Outros do infortúnio…

Eu queixo-me de nada alcançar.

 

Nuvens de tempestade,

Abóbada de meu céu,

A cómica realidade, que sempre me fodeu…



publicado por pseudo-poeta às 08:36 | link do post | comentar

Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

Conto os dias…

Que teimam em não passar.

Tristezas, agonias.

De tanto esperar.

 

São horas infindáveis,

Momentos de tortura

Dores imagináveis,

Nesta minha loucura.

 

Esta espera, desesperada

Que me afunda no fundo.

Na espera de ti, na espera de nada,

Alienado do mundo.

 

Esta crescente ânsia

De te ver

Sentir a tua fragrância

E a ti me render.

 

Desespero por quem espero…

Desespero por quem espero…



publicado por pseudo-poeta às 02:00 | link do post | comentar

A noite descamba

Numa insónia delirante

O dia, que não e dia…

Neste pensar constante

 

Os objectos á minha volta

Parecem todos destorcidos

É esta a miséria…

Dos que estão perdidos.

 

Por algum motivo...

Por nenhum motivo...

 

Dou comigo de novo…

A pensar em ti novamente…

Nesta minha obstinação….

 

Vem de novo o sabor…

O sabor, amargo,

Da tua indiferença.

Me resta o calor…

O calor, sem embargo,

Da tua presença.

 

Tenho tanto para te dar,

Sem nunca querer nada de ti.

Continuo sem assimilar,

Por que é que a vida não me sorri.



publicado por pseudo-poeta às 01:46 | link do post | comentar

Caio desamparado,

Neste “gulag” tenebroso.

Irmão germinado

De meu cérebro cavernoso

 

Silencio!

 

Já não se sente o bater,

A pulsação do meu coração.

Acabou por tudo desaparecer

Quando cai no chão.

Acabou o sofrer…

Acabou a frustração…

 

Julguei-me morto…

 

Pensei ter sido consumido,

Agarrado pela morte.

Quando ela me segredou ao ouvido

- Desta tiveste sorte…



publicado por pseudo-poeta às 01:43 | link do post | comentar

Domingo, 12 de Dezembro de 2010

SIM! Os sonhos não são reais.

As ilusões não se vão realizar.

Desejo por desejar

O que jamais…

Se ira concretizar.

 

Tenho disso perfeita noção,

Mas continuo a me iludir.

É mais fácil perder a razão,

Que deixar os sonhos cair

 

Vejo mil portas fechadas,

Que se alinham a minha frente

São de ferro forjadas,

Para desespero da mente.

 

Obstáculos intransponíveis,

Para as minhas ambições.

Peças inamovíveis,

Das minhas frustrações.

 

Ao fracasso não me rendo

Não tenho coragem para o enfrentar,

Minhas ilusões não vendo

Elas irão me salvar.

 

E caio novamente

Neste caos moribundo.

Não consigo seguir em frente

Desancorar-me do fundo…



publicado por pseudo-poeta às 16:47 | link do post | comentar

Começando pelo fim,

Me aproximo do principio…

 

Da génese encenada.

Pelo Homem…

Criada, dramatizada.

 

A mentir impingida

A farsa elaborada

Que tanto mente não dizendo nada.

 

Os olhos vendados

Que nada querem ver.

Os monstros criados

Para o povo temer.

 

Os contos de terror

Á gerações contados,

Provocam horror

Nos que são controlados.

 

Uma propaganda

Que não é discreta.

O mundo manda

Numa direcção incerta.

 

Vamos chegar ao momento

Em que para trás não é possível voltar.

Vem depois o lamento

Que a mentira faz lembrar.



publicado por pseudo-poeta às 16:44 | link do post | comentar

Tantos são os momentos

Em que acho a este mundo não pertencer,

Estes jumentos

Não me o fazem esquecer.

 

Tanta estupidez e ignorância,

Me faz questionar:

-Será tudo minha arrogância?

Não ofende perguntar.

 

Talvez seja eu o culpado

Por não ser igual á maioria.

Não ser burro vendado

Deitado em porcaria.

 

Ou estarei a invejar?

Toda a vossa estupidez.

Talvez…

Talvez, esteja farto de tanta lucidez.



publicado por pseudo-poeta às 16:40 | link do post | comentar

Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

Tuas lâminas, afias

Até parecerem espelhos,

Esperas todos os dias,

Pelos condenados de joelhos.

 

Dor impingida

Tua satisfação.

Roubar uma vida

Tua contemplação.

 

Teus esquemas mortais

Propositados para matar.

Peças fulcrais

Desse teu bem-estar.

 

Tua maldade

Não conhece limites

Não existe humanidade

Em tudo o que transmites.

 

PS: A vida, é um carrasco sem arrependimentos.

Que nos dá, e logo depois nos tira os bons momentos



publicado por pseudo-poeta às 03:27 | link do post | comentar

O amor… esse eterno sentimento,

Alimentado pelo vento.

De alegria causador

Culpado de tanta dor.

 

Escrito, invocado…

No futuro, no presente e no passado.

As vezes sentido,

As vezes mentido,

As vezes procurado,

As vezes condenado.

 

Inquietador de universos

E de sonhos adversos

Criador, de paixões

E mutilações,

De historias de encantar

De poemas de chorar…

 

O amor é:

Uma incógnita, descontrolada

É um querer tudo, sem exigir nada.

É um desconcerto interno

A ponte, entre o céu e o inferno.

É a força que o mundo faz mover…

É aquilo que não sei descrever.

 



publicado por pseudo-poeta às 02:41 | link do post | comentar

Quero ser irracional,

Quero ser inconsciente.

Quero esquecer o banal,

E sentir-me presente.

 

Não quero mais pensar.

Quero ser sugado…

Levado para outro lugar,

Quero ser sedado,

Para me voltar a encontrar

 

Quero ser consumido,

Pela tua luz, incandescente.

Ser resumido

Ao meu ser, simplesmente

 

Ser arrastado pelo chão,

Sem qualquer compaixão,

Quero ser perdoado, sem merecer perdão.

 

Quero sentir a vida,

A correr no meu corpo,

Levar tudo de vencida…

 

Ambiciono ser, irracional!

Não distinguir o bem do mal.

Quero ser imoral.

 

Quero ser decomposto

Á matéria primordial,

Ser homem sem rosto

Na batalha final.



publicado por pseudo-poeta às 02:19 | link do post | comentar

Existe quem siga caminhos,

Por outros, marcados

Não seguem sozinhos…

Sempre acompanhados.

 

Recuso-me a ceder

A ser mais um na manada.

Recuso-me a viver

Uma vida por alguém, programada.

 

Ninguém ouse me dizer.

Dizer, o que fazer…

 

Não sou um escravo.

Um apóstolo do senhor.

No meu peito cravo,

Um sentimento esmagador…

 

De revolta e de desdém.

Ao que os outros pensam,

Ao que aos outros convém.

 

Sou discípulo de mim mesmo

Criador da minha religião.

Sou discípulo de mim mesmo

Criador da minha razão.



publicado por pseudo-poeta às 02:16 | link do post | comentar

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