Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

Seres resignados, está na hora de acordar!

 

Saltem das trincheiras,

Onde repousa vossa apatia.

Ergam as vossas bandeiras,

Profanem a noite e o dia.

 

Sejam Homens

Não animais.

 

Pensem em reformar,

Lutem por progredir,

Linchem quem nos quer matar.

Não os deixem fugir!

 

Nos afundaram

Neste pântano de putrefacção.

Nos cegaram

Numa venda de ilusão.

 

Está na hora de contas ajustar.

As dívidas têm de ser saldadas.

 

Lutem por uma vida

Que é vossa…

Por alguns fodida…

A enterraram na fossa.

Não a julguem por perdida.

 

Como eu já fiz…



publicado por pseudo-poeta às 02:13 | link do post | comentar

É a vida que nos corrompe

A cada passo que damos.

É o futuro que nos esconde

Aquilo por que esperamos.

 

Cacos de quimera.

Contrafeitas utopias.

Que minha cabeça gera

Dia, após, dias.

 

Batalhas internas

Dentro de minha criatura.

Forças externas

Me conduzem á loucura.

 

Este destorcido olhar

Com que fito o horizonte

Numa demanda singular

Na busca pela fonte…

 

Pela fonte… De algo semelhante á alegria.

De uma nascente, que mate a quimera

Que se alimenta do meu dia-a-dia.



publicado por pseudo-poeta às 01:26 | link do post | comentar

Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

O impossível é triste.

O impossível é repugnante.

Faz-te ver quando cais-te,

É um desespero constante.

 

O impossível é miserável.

O impossível é loucura,

É um destino pouco afável,

É um destino sem cura.

 

O impossível é inquietude.

O impossível é demência.

É uma falta de saúde,

Uma eterna penitência.

 

O impossível é atroz.

O impossível é frustrante.

É a perca da voz,

E a loucura resultante.

 

O impossível é falta de esperança,

São as tristes lágrimas de uma criança.

 

É impossível…



publicado por pseudo-poeta às 01:25 | link do post | comentar

Existem momentos

Em que deixo de sofrer.

Meus sofrimentos

Sanam ao te ver.

 

Perto de ti

Perto do teu ser

Minha alma sorri,

E sei o que é viver.

 

Perto de ti

Tudo tem sentido.

Perto de ti

Sou vencedor e não vencido.

 

Perto de ti

Encontro felicidade.

Perto de ti

Não há calamidade.

 

Perto de ti

Não sou delirante.

Perto de ti

Este bem-estar constante

 

Perto de ti…

Perto de ti…



publicado por pseudo-poeta às 01:16 | link do post | comentar

Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

Hoje é um dia mau.

Pior que o anterior.

 

Sinto-me triste, perdido.

De rastos, vencido.

Derreado, rendido.

Em baixo, fodido.

 

Alimentado por uma dor,

Sem razão…

Um sentimento sem cor,

Que nasce da solidão.

 

Ignorado…

 

Indiferença tua…

Castigo infernal.

Fleuma tua

Minha pena capital.

 

Um inferno pessoal

Alimentado por esta agonia

A dor infernal…

Que é a minha apatia.

 

Um dia mau, como tantos outros…



publicado por pseudo-poeta às 00:04 | link do post | comentar

Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Um rosto no espelho.

Que não consigo identificar.

 

Uma cara feia, abraçada por tristeza.

Um invólucro de algo incompreendido.

Uma tentativa vã, de ser alguém.

Um cobarde que se deu por vencido.

 

Um rosto no espelho.

 

O insignificante ser,

Que me fita do espelhado.

Não parece surpreendido por me ver.

O meu rosto aparvalhado.

Fica, ao tudo perceber.

 

Finalmente o reconheci…

Como não pude reparar?

Aquele ser ali…

Sou eu.



publicado por pseudo-poeta às 23:34 | link do post | comentar

Não me tentem entender.

Pois eu, também não me entendo.

Não me tentem compreender.

Pois eu, também não me compreendo.

 

Esqueçam as palavras, belas e elegantes,

Nas quais exprimo minha tristeza…

Esqueçam as frases, beligerantes,

Reflexos, tristes, da minha fraqueza.

 

A quem, me lê peço perdão.

Por todas as palavras sem razão.

Por serem escapes, da minha frustração

 

A quem, me lê seja, um ou milhões.

Perdoe-me as caralhadas, e os palavrões.

Os pensamentos, sem sentido, das minhas ilusões.



publicado por pseudo-poeta às 22:57 | link do post | comentar

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