Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Que lugar este, que me é tão familiar.

Esta paisagem horrenda onde fui acordar.

Á minha volta, Fúrias me estão a castigar,

No meu inferno pessoal, onde tomei lugar.

 

A descida foi rápida e indolor,

A este sitio onde, não existe cor.

Aqui onde nada, tem qualquer valor

E o que se sente é apenas dor.

 

Que maravilhosa, abominação…

Onde deito e me desprendo da ficção.

Resta a realidade… essa maldição.

Neste absurdo local onde não há salvação.

 

Não, escolho me esconder aqui, no teu afastamento.

Na verdade, quando partes não resta em mim alento.

Não existem forças, que aliviem o sofrimento.

Parto então só. Para aqui com o pensamento.

 

Aqui tomo lugar, castigado por mil torturas,

Aqui onde nada sou… somente amarguras.



publicado por pseudo-poeta às 02:14 | link do post | comentar

Olhando para trás…

Para tudo o que já vivi.

Recuando anos…

Relembrando tudo o que vi.

 

Vejo que continuo na busca

Ao certo, nem sei bem de quê

Mas continuo a buscar…

Sem saber porquê

 

Talvez seja isto a vida

Uma busca interminável

Por algo que nunca vai ser encontrado.

Algo que não é palpável.

 

Uma procura ridícula,

E sempre irreal.

Por um destino… por uma pessoa,

Por um simples ideal.



publicado por pseudo-poeta às 02:12 | link do post | comentar

Nascer, crescer, morrer.

Somente para isto fomos talhados?

É isto que é o viver?

É a isto que estamos destinados?

 

Nascido, para morrer…

Terá, isto, algum sentido?

Crescer para perecer…

Nascer para ser falecido?

 

Qual o nexo da lei da vida?

Qual o nexo da existência do ser?

Somente viver, uma vida fodida…

E no fim morrer?

 

Isto não tem sentido…

E os nossos sentimentos?

E tudo por nos vivido…?



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Somos matéria fecal

Na busca por algo superior

Espécie anormal

Esquecida pelo criador.

 

Insultos á inteligência

Pagãos da sabedoria.

Somos impaciência…

Dementes sem terapia.

 

Nossas vontades absurdas

De transfigurar o mundo

São palavras surdas

Que caem fundo.

 

Batalhamos por satisfação

Por um gozo pessoal,

Deixamo-nos cair na tentação,

De a tudo fazer mal.

 

Ó pobre espécie humana!

Espelho de imoralidade

Pestilento cheiro emana

Tua vergonhosa falsidade.



publicado por pseudo-poeta às 01:16 | link do post | comentar

Terça-feira, 26 de Abril de 2011

Adoro-te com que tudo o que me é permitido adorar.

Adoro o teu ser por completo, até ao mais ínfimo átomo.

 

Adoro o teu rir,

Adoro o teu falar,

Detesto o teu ir…

Adoro o teu voltar.

 

Adoro estar perante ti…

Adoro-te…

 

Adoro tudo o que és.

E a forma como me fazes sentir.

Sou guerreiro rendido a teus pés.

Pronto para te seguir.

 

Adoro a forma como inflamas a minha vida,

Criando em mim, minha alegria.

Essa alegria pelo teu ser me oferecida

Alegria destruidora de minha melancolia.

 

Adoro-te, porra!

Como te adoro…

 

Ressaco na tua ausência

E fico sem onde cair morto,

Só minha premência,

Me mantêm…andando torto.

 

Adoro-te.

 

E por agora mais não consigo dizer.

Apenas que adorar-te é a única religião que quero ter.

Porque adorar-te é querer-te tanto que não consigo conter.

Pois eu adoro, todos os átomos do teu ser.



publicado por pseudo-poeta às 00:15 | link do post | comentar

Me calo, nas palavras que pensei dizer.

Não falo, não discuto, nada acabo por fazer.

Sobre mim cai o peso da melancolia…

Do desprezo por mim mesmo, e pelo que eu seria.

 

Olho, busco… nada consigo encontrar…

- Pára, o sentimento brusco, que me estas a fulminar.

Que cansado estou eu, de ser assim.

Que preguiça tenho, de me mudar a mim.

 

E vós monstros horrendos, que me habitais,

Vós monstros que me arruinais.

Cessai vossa destruição…

Parti sem rumo… para minha satisfação.

 

E vendo mais além, para lá de meu ser.

Vejo quem acabe, por mais sofrer…

Mas seu sofrimento, não é meu.

E só o meu… a mim me bateu.

 

Este meu sofrer, até por mim incompreendido

Faz parte do que sou, e me mantêm perdido...

Nesta cisma, sistemática…

Que domina minha vontade estática.



publicado por pseudo-poeta às 00:12 | link do post | comentar

Transborda de mim este sentimento.

Que meu corpo e ser não consegue suster.

E eu, não… eu não lamento.

Apenas sofro ao não te ver.

 

E quando te vejo envolta em tua perfeição,

Se me tolda o juízo e a razão.

E os olhos, me dados pela natureza

Ficam arrebatados, na tua doce e terna beleza.

 

Que além que teu corpo brota

Também teu ser, transporta.

E tudo, a nossa volta deixa de existir…

O material e o imaterial…

Tudo se esgota, numa densa nuvem surreal.

 

Não me impeça nada, de sentir o que sinto,

E que não é pouco… sabes disso, não te minto.

 

Porque o que sinto é de longe o sentimento,

A que chamam amor.

Esse amor apenas por mim sentido.



publicado por pseudo-poeta às 00:10 | link do post | comentar

Brilham de novo estrelas,

Em meu céu de cores escuras

Reentra de novo a luz

Pelas discretas fissuras.

 

Se metanóia esta dimensão,

Ao sabor de minha levitação.

Se faz de novo azul o céu outrora horroroso.

Se amansa meu ser raivoso.

Fina em mim a convulsão.

O desespero e a perdição.

 

Na tua proximidade…

Tudo tem tamanha dimensão

Escravo de tua bondade

Servo de minha ilusão.



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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Que os caprichos de meu pensar

Não me dominem.

Que teus olhos,

Nunca me abominem.

 

Que o sorriso, que tua boca liberta

Me faça sempre ver esta espécie de aberta.

Que a luz, por ti libertada…

Me seja sempre abençoada.

 

Que tua voz, seja para mim afável

E para ti eu nunca seja deplorável.

Que em meus sonhos, sejamos um só.

E na realidade algo mais que pó.

 

Que perante o teu pensar

Eu não seja condenado

Pois este amar

Não pode ser controlado.

 

Nada mais peço… se não tua compreensão

Quando em bandeja de prata te entrego meu coração.



publicado por pseudo-poeta às 02:28 | link do post | comentar

Me lamento por te escrever.

Me culpo por te entender,

Ao ver em ti terapia

Para o marasmo que é meu dia.

 

Maldita poesia….

Que me transporta ao intimo de meu ser,

Onde não encontro alegria no meu viver.

Esse intimo, assustador de onde brota minha inspiração.

Inspirada pela dor, e por meu alucinado coração.

 

Teimo na escrita, de meus versos sem valor,

Nesta forma minha de mostrar minha dor.

E em ti maldita…

Vou-me questionando, tornejando, numa busca interminável

Pelas questões que arrebatam meu ser deplorável.

 

Asquerosa poesia

Onde me declaro a minha Musa,

E liberto minha alma reclusa.

Onde escondo meu sentimento,

Em ti poesia… esbato meu sofrimento.

 

Maldita poesia…

 

Minha salvadora…

Minha condenadora…

Minha libertação…

Minha prisão.



publicado por pseudo-poeta às 02:25 | link do post | comentar

Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

O nefasto sabor de minha exiguidade,

Me perseguiu toda a vida.

Sempre me levou em contrariedade,

Numa batalha perdida.

 

A pequeneza de meu ser corpóreo

Se assemelha a um colosso.

Perante meu espírito irrisório

Deitado, inerte num fosso.

 

Desconsertado, extraviado

Nas passadas de minha existência.

Estou condenado…

Enforcado, por minha impotência.

 

Finda em mim o alento

Num crescente conformismo.

Já não cresce em mim rebento…

Somente fatalismo.

 

E vou minguando…

Me reduzindo á minha insignificância.

Me vou resignando.



publicado por pseudo-poeta às 02:07 | link do post | comentar

Todos num só mundo,

E eu no meu.

Todos vencem o fundo.

E o meu a mim me venceu.

 

A minha liberdade imaterial

Jaz hirta, no alvoroço conspurcado,

Do meu alienado ser animal

Demasiadas vezes, acorrentado.

 

Finjo tantas vezes estar presente,

Não evidenciando minha ausência.

Mas fujo… tal qual delinquente,

Para o ridículo da minha incoerência.

 

Para um mundo, só meu.

Onde poucos deixo entrar…

Tal qual um filisteu,

Que seu porto não deixa profanar.

 

Todos num só mundo,

E eu no meu.



publicado por pseudo-poeta às 01:01 | link do post | comentar

Quinta-feira, 7 de Abril de 2011

O mundo é pequeno para minha ambição.

Ou sou eu, pequeno para a ambição que ambicionei.

Do leito de meus sonhos…, da minha ilusão.

Se levantam as brumas com que me enganei.

 

Se no fundo tivesse vontade…

Proponha-me a conquistar o universo,

Mas falta-me o fulgor da idade.

E o tudo e nada são um adverso.

 

Ah! se eu tivesse vontade…

Tomaria Camelot,

Vencendo a contrariedade

E soltando o garrote.

 

A vontade devia ser fabricada

Sem nunca cessar sua produção.

Minha alma devia ser alimentada,

De vontade, em vez de resignação.



publicado por pseudo-poeta às 01:08 | link do post | comentar

Se arrastam os dias fustigados por mil ventos…

Desprovidos de razão e de beleza,

Desaguam inflamados em minha tristeza

Tresloucando, os sempre meus pensamentos.

 

Oh Doce criatura que meu olhar cativas,

Salva-me desta vala asquerosa.

Enche meus sonhos de sonhos. Não te proíbas.

Transmuta minha existência horrorosa.

 

Te tenho sempre presente…

Em meu pensar, nos passos que dou ao andar.

E não há, dia, que lamente

Este sentimento que não me faz repousar.

 

E quero-te aqui… mais perto

Onde te possa alcançar.

Tenho meu peito aberto,

Não te o vou negar.

 

Domina este “meu” mundo

Que a mim, julgo já não pertencer.

Indivíduo vagabundo …

Sem mais nada para oferecer.

 

Te tenho sempre presente…

Na banalidade absurda dos meus dias.

Nesta saudade vigente…

Deusa Mãe de todas as agonias.

 

Vem, e reclama meu corpo vexado.

Pela estremunhada solidão,

Estou desfeito… condenado.

Vem, e sê minha ansiada salvação.

 

Pois, te tenho sempre presente…

Neste adorno que é o meu viver.

Te tenho sempre presente…

Em minha mente, só assim te posso ter.



publicado por pseudo-poeta às 00:29 | link do post | comentar

Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

E se eu… não fosse eu?

E se eu fosse outro alguém?

Outro alguém que não eu…

 

Seria o mundo diferente ao meu olhar?

Teria tudo uma outra dimensão?

Seria mais fácil viver, e não definhar?

 

Seria eu diferente do que sou?

Mudaria toda a minha pessoa?

Me amaria quem não me amou?

 

E se eu… não fosse eu?

E se eu fosse outro alguém?

Outro alguém que não eu…

 

Se alteraria o que é minha existência?

Cambiaria a minha noção da realidade?

Perderia o que é minha consciência?

 

Se coibiria o mundo de me magoar?

E os pensamentos de me mentir?

Desistiria a melancolia de me enlaçar?

 

Se eu… não fosse eu?

Se eu fosse outro alguém?

Outro alguém que não eu…



publicado por pseudo-poeta às 01:10 | link do post | comentar

Hoje, olhei o sol, e vi libertação.

Saiu de meu peito em forte realização.

Rasgou carne e o coração…

Entre espasmos ferozes de emancipação.

 

Hoje, fitei Cérbero de minhas ilusões,

De rompante saltei ferindo suas pretensões…

Esguichou sangue das mutilações,

Se esvaíram sem dores minhas frustrações.

 

Hoje, contemplei o mundo, e ele é tão fantástico.

Sorri num sorriso entusiástico…

Admirando a vida num tom quase sarcástico.

Ali fiquei deliciado e eclesiástico.

 

Hoje…

Hoje acordei…

E tudo isto não passara de um sonho…

No fundo o real, será sempre medonho.



publicado por pseudo-poeta às 01:06 | link do post | comentar

Cansado estou…

E nem sei de quê,

Ou por quê…

Mas estou cansado.

 

Cansado de mim,

Cansado do mundo.

De tudo o que é ruim,

De me arrastar no fundo.

 

Estou cansado…

Porra! Estou tão cansado.

 

Cansado de andar,

Cansado de estar parado.

De ambicionar…

E nada me ser dado.

 

Cansado de minha apatia,

Cansado da banalidade.

Do triste dia-a-dia…

Desta adversa realidade.

 

Cansado estou…

Do cansaço que em mim se implementou.



publicado por pseudo-poeta às 01:04 | link do post | comentar

Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

Tanto quis… a nada me levou.

O destino a nada me fadou.

 

Não me tentem vender ilusões,

Que o amanha será melhor.

Acordo em minhas frustrações

Vendo que tudo esta bem pior.

 

Sonhei ser tanta merda…

Sonhei com tanta realidade…

Só me resta a eterna perda,

E encarar a verdade.

 

Disto não vou passar,

Pouco mais vou ser…

 

Um resido, residual

De tudo o que ambicionei.

Um pedaço, marginal.

 

E eu que tanto queria…

E eu com que tanto sonhei…

 

Por isso digo:

Querer não é poder…

Sonhar, ambicionar, almejar.

Não é viver.

Sonhar, ambicionar, almejar.

É nada ter…



publicado por pseudo-poeta às 03:57 | link do post | comentar

Domingo, 3 de Abril de 2011

Perguntas em minha cabeça surgem

Sem qualquer tipo de explicação,

Respostas que não urgem

Demoníaca maldição.

 

Qual o sentido da vida?

Qual o sentido do ser?

Beco sem saída…

No qual não consigo responder.

 

É triste…

Procurar na vida um sentido…

E na vida um sentido para assim ser.

Mostra que estou perdido

Desejoso por me esclarecer.

 

Passo demasiado tempo, com o pensamento

Focado, nestes temas

São meu afrontamento

Parte de meus dilemas.

 

O que é isto?

Continuarei a perguntar…

O que é isto?

Respostas acredito, não vou encontrar.



publicado por pseudo-poeta às 23:33 | link do post | comentar

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