Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

Invoco memórias de ti

Em minha mente.

E mesmo que não queira,

Tenho-te em meu pensar sempre presente,

 

Nas mil e uma imagens que criei.

Nos versos, só teus, que te dediquei,

No sonho que nunca abandonarei…

Mesmo crente que nunca te terei.

 

Falar de ti…

É ver no mundo alguma beleza…

-Alguma? Não, toda e qualquer beleza,

No desperto sentimento que transbordo com clareza.

 

Nesta minha demanda para exemplificar

Por palavras o que tu és para mim.

Mas não há palavras ou versos

Não há neste mundo nada que o possa demonstrar.

 

E já escrevi mil vezes, esta situação.

Nela me perdi mil vezes, sem conclusão.

Mas volto a escrever de novo, que és minha perdição…

Que és o alento que me faz bater o coração.

 

A ti me rendo.

A ti me dou.

Não me prendo,

Na insignificância do que sou.

 

Imutável é tudo o que eu sinto,

Em relação ao teu maravilhoso ser.

Defendo com instinto,

Que és razão de meu viver.

 

Choro, caem lágrimas por meu rosto

Na fatalidade da não correspondência,

Meu coração decomposto

Se ergue aos céus pedindo clemência.



publicado por pseudo-poeta às 06:25 | link do post | comentar

Mais tarde, ou mais cedo,

Vai acontecer…

Vou fugir para o monte.

Onde mais ninguém me vai ver.

 

Não me lembrem

Não quero ser lembrado.

Não sintam falta de mim,

Pois no monte estou saciado.

 

Lá naquele lugar…

Tendo como companheira,

A bem conhecida solidão

Sempre á minha beira.

Numa proximidade sem solução.

 

Ali no topo do monte…

 

Onde todos os meus sonhos…

Tiveram o triste fado de naufragar.

Não existe nada…

E onde por nada é preciso lutar.

 

Ali naquele amontoado

De terra e imolação…

Rei autoproclamado

Num reino tão vão.

 

 



publicado por pseudo-poeta às 06:15 | link do post | comentar

Viver agarrado a algo irreal

Sobreviver de uma ilusão

Ser apenas matéria fecal

Sem no mundo ter nenhuma satisfação.

 

Crio mundos, por mim conquistados

Decreto guerra a meus pesadelos…

Sonhos vãos, não realizados.

Que quem me dera, nunca tê-los.

 

Entrego meu corpo em rendição

Já em nada acredito.

Se esfumou a ilusão

No vão silencio do que não foi dito.

 

E aquilo que em mim habita,

Em dias de resignação.

Criatura nada bonita…

Espelho de minha frustração.

 

Perdi ou nunca encontrei

Esse devasso sentimento de nome esperança…

E eu, que tanto o busquei…

Por tudo o quanto o meu olhar alcança.

 

Rendo-me, entrego-me á puta realidade.



publicado por pseudo-poeta às 06:07 | link do post | comentar

Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

Me emancipo de meus reticentes pensamentos,

Numa busca por novos conhecimentos.

Resolvi abraçar a erudição

Partir na demanda de uma outra “razão”.

Quero entender o mundo…

O céu… o buraco mais fundo.

Entender a matéria que nos compõe,

O bicho que nos decompõe…

 

Quero entender tudo…

Saber tudo…

Perceber tudo…

 

Quero entender o bem e o mal

O perfeito e o anormal.

Quero ser iluminado, pelo conhecimento…

Perceber o ser, e o elemento.

Resolver mistérios, e questões…

Demolir os velhos bastiões.

Deixar algo no mundo, antes de morrer…

Mas falta em mim a vontade para o fazer.



publicado por pseudo-poeta às 01:32 | link do post | comentar

Terça-feira, 19 de Julho de 2011

Estrelas cadentes

Num céu sem luar.

As quimeras vigentes

Que me fazem delirar.

 

Sob este céu de cor…

Berrante escura.

Vem a nociva dor

Que me mata… tortura.

 

No desengano, enganador

Desta efémera nostalgia

Não resta em mim nenhum valor,

Que combata, esta minha agonia.

 

Não estou certo do que é isto

Mas sinto-me assim…

Sofro mais que Cristo,

Num sofrer sem fim.



publicado por pseudo-poeta às 00:44 | link do post | comentar

O sol brilha

E o céu está limpo.

Mas algo, meu coração trilha

Aqui longe do Olimpo.

 

É um dia belo, resplandecente.

Mas em mim… em meu ser…

Não há esplendor presente,

Apenas uma dor… um doer.

 

Este vento que me gela

Em comunhão com a dor,

Meu corpo vela.

Exorcizando meu fulgor.

 

Se apresenta, a meu olhar

Um dia esplendoroso.

Me culpo por penar,

E o achar tão pavoroso.

 

E o soprar do vento…

De forma tão tenaz.

Vento de meu sofrimento

Que a mim, a ti, não me traz.



publicado por pseudo-poeta às 00:33 | link do post | comentar

Sábado, 9 de Julho de 2011

Existe algo no horizonte,

Que eu não consigo ver.

Algo lá bem longe, mesmo de fronte…

Um algo que não consigo perceber.

 

Caminho em passadas, vagarosas…

Sem determinação.

 

E esse algo foge sem leme.

Tento chegar perto…

Enquanto do desconhecido, meu corpo freme.

É a incerteza, do incerto…

 

O desconhecido horripilante…

O futuro que se mostra no horizonte.

De forma fulgurante

Muito para alem da velha ponte.

 

Uma ponte destruída pelo tempo,

Por tudo o que passou, e não vai voltar.

Uma ponte que é o presente, e o lamento,

O lamento lamentável de a atravessar.

 

E eu temo o futuro…

O algo depois do amanha…

A incerteza…



publicado por pseudo-poeta às 01:04 | link do post | comentar

A noite cai novamente

Em meu pequeno mundo.

Se quebra a corrente…

Caio moribundo.

 

As trevas, me abraçam,

Num abraço meloso.

Me agarram, me enlaçam…

Num doer doloroso.

 

A penumbra constante,

Em que acabo por mergulhar,

A tortura dilacerante…

Que me teima, em estropiar.

 

A maldita horda, de abominações

Que segue em minha perseguição.

Me rasga os tendões…

Me arrasta no vil chão.

 

Neste mundo pesadelo

Neste vigente ensejo.

O discernimento… acabo por perde-lo…

E nada de bom prevejo…

 

E acordado…

Num mundo tal qual igual ao devaneado…

Vejo que não foi um pesadelo,

Mas sim uma realidade.



publicado por pseudo-poeta às 01:02 | link do post | comentar

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