Corpos anónimos, amontoados…
De cal carregados.
Se encontram mascarados
Pela morte, que os levou embalados.
Descansam no conflito, de seu destino
No esforço vão… de seu desatino.
Na esperança que se evapora em seu olhar cristalino.
De um forçar as leis de um mundo clandestino.
São os corpos de ninguém… e de toda a gente.
São a luta vazia, e inclemente
Que os levou a um fado muito pouco sorridente…
A um atroz destino, de dor permanente.
Vidas e sonhos, deitados agora por terra
Derrubados por a mão que tudo encerra.
E tudo não foi mais, que uma vã guerra…
Onde tudo se perde, nada se ganha, e a vida erra…
Vala comum… lugar obscurecido
Pelas conquistas de quem tudo tem perdido.
Pelos anseios de um ser perdido.
Que contamina o chão, a que foi oferecido.