Já não há dias bons. Ou dias maus…
São todos péssimos.
Massacrantes, nunca passando destes graus.
São o tédio irreversível onde me estou a afundar,
São lágrimas de meu choro, que afinco em chorar.
São as horas, e os minutos… e os segundos que me estão a matar…
São a puta devassa da vida que me teima, em tramar.
Dias que passam lentos,
Deliciados com meus suplícios.
Sem chama ou alentos…
Se regalam dos meus não-auspícios.
E vão passando lenta e dolorosamente
Por mim, sem mostrarem clemência…
São dias todos iguais, onde nada é diferente.
São o passar infernal do tempo por minha consciência.
Trucidam-me … espezinham-me …
Dias de inferno, dias de dor…
Onde me debato em vão…
Meus olhos mostram terror…
Minha “alma” se quebra no chão.