Olho o mundo, em meu redor…
Nada vejo! Estou cego dentro da cegueira.
Desconectado, absorto…
Osso estilhaçado de minha caveira.
Deambulo passivamente na escuridão,
Que tudo isto me projecta.
Amaldiçoada desconexão…
Que em meu corpo se dejecta.
Arremessado ao mundo, num dia sem luz…
Perdi, em tudo confiança.
Sigo na estrada, que a nada me conduz,
Me irrompendo em delírios de insegurança.
E no passo estrangulado de minha locomoção,
Piso, aniquilo… a consciência conexa de meu ser.
A destruo, oblitero-a, trocando-a por desconexão…
Escarnecendo um pouco mais o meu viver.
Me decompondo em vida…
Na rotina de ser fraco.
Entusiasmo suicida…
De um libertar opaco.