Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012
Torres altas que beijam o céu sideral,
Embutidas em si, perolas e safiras.
Portas envernizadas num castanho outonal,
Onde lá dentro, pajens fantasmas tocam liras.
O sol beija suas muralhas e ameias,
Onde pedras polidas se esgotam em resplandecência.
Á noite em si se acendem candeias,
Na evocação de renovada luminescência.
No alto de montanhas milenares,
Meus devolutos castelos marcam o horizonte.
Mas não há olhares
Que lhe vislumbrem a fronte.
……………………………………………….
Meus devolutos castelos erguidos,
Apenas para serem ofertados…
Ninguém os quis, mesmo que oferecidos.
E agora encontram-se desolados.