Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

Olho-te, falo-te temendo a tua reacção

Dirijo-te palavras, que caem em vão

Por ti… tudo era capaz de fazer

A alma era capaz de vender…

 

Mas em nada resultam minhas ambições

A nada me levam minhas ilusões

O doce nada que por ti me é dado

Me afunda, na depressão… caio derrubado

 

Era tão fácil, te poder culpar

Por todo este mal-estar

Mas seria injusto, e sem sentido

Pois sou eu que me dou por perdido

 

O doce nada que por ti me é dado…

É suficiente para me manter acordado

Foi o sonho, a que me agarrei…

A impossibilidade em que acreditei

 

E anseio por esse nada

Por esta ilusão, desatinada

Por tudo aquilo que eu criei

A utopia que inventei…

 

O doce nada, que por ti me, é dado

É o nada que me tem alimentado

É o nada que me tem enlouquecido

É o nada pelo qual ando perdido…



publicado por pseudo-poeta às 02:17 | link do post | comentar

1 comentário:
De eu a 9 de Novembro de 2010 às 04:16
tudo tão belo e real e verdadeiro e comovente..


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